luns, 26 de marzo de 2018

Na memória do esquecimento

Hoje vim nos olhos
De velhas enrugas geladas
Baixo as negras pólas
De árvores aterecidas
O inexorável

Lembranças
Tudas murchas já
Na memória do esquecimento
Um lento caminhar
A vida um suspiro

mércores, 21 de marzo de 2018

Sexta revelaçom

Quedos do nom
Valeiro golpeando velho sem luz
Antigo no que das mudas bágoas
Sons
Estância que caida atravessa ruas que rasga
Se percebo noite

venres, 16 de marzo de 2018

Invernia

A noite de nuvens de chumbo,
o vento frio e a neve
caem sobor o sendeiro inescrutável
a negrume da fraga agarda por mim

A invernia bem se nota
nas cansas árvores
e nos escrutadores olhos
dum moucho velho

Hai tempo já
que os lobos cheirarom
a minha presença,
o meu silandeiro canto

O dragom que segue a durmir
co seu lene lume ancestral
entre as pedras dalém da cordura
agarda polo espertar derradeiro

O augúrio do Imutável

Nom sinto já a mágia
o estremecimento que a Lua
cos seus raios de prata
amosava visóns do espaço sem tempo

Nom sinto já a presença
dos sons da fraga imensa
que teciam nas estrelas
o ciclo dos trabalhos e o lazer

O tempo da ignorância
retorna com força daqueles
que agochados cuspem bile
no sábio camino da Terra Mãe

O tempo dos malditos
dos renegados do seu berce
fai tremer as lapas
dum lume que arde com raiva

No mais fundo do meu canto
agóchase a segreda mensagem
da resistência implacável
nas luitas que se achegam

No mais fundo dos meus olhos
cansos por tantos menceres vividos
hai um pequeno escintilar
que augura ainda o Imutável

martes, 31 de outubro de 2017

Séculos Escuros...

Hoje nom há nim Luzeiro nim mencer...

Seguem a ser Séculos Escuros pra Galiza...

mércores, 13 de setembro de 2017

Haiku 9

tres anos hai
que olhamos o Leste;
ja a Luz boura...


luns, 22 de maio de 2017

Haiku 8

descenso à iauga
e no fundo do abismo
sinto o baleiro